20/11/2014

Como o sistema solar se move?


Todos nós conhecemos o modelo acima, que mostra o nosso Sol parado no centro de nosso sistema solar e os planetas girando ao seu redor. Fomos apresentados a esse modelo durante nossa vida escolar, o que nos levou a acreditar que ele se trata de uma verdade quase incontestável. E agora que sabemos que até mesmo a nossa estrela principal está em movimento na galáxia, surge a questão de como os mundos que a cercam a acompanham.

Mas pensar no nosso sistema solar como uma espécie de “frisbee”, vagando lateralmente pela galáxia, é algo que parece não fazer muito sentido por alguns motivos. Primeiramente, isso poderia significar que a Terra (e todos seus planetas vizinhos) passaria metade do ano “andando” mais rápido que o Sol e a outra metade avançando mais devagar que o astro, de forma que permitisse as voltas constantes em torno dele.


Além disso, esse esquema de movimentação, com trajetórias praticamente em um mesmo plano, impossibilitaria que os planetas ficassem visíveis o ano todo, como o fazem na realidade. No modelo “reto”, cada um deles teria que se esconder atrás do Sol ao menos uma vez por ano – ou mais, para os mundos com as voltas mais rápidas.

A grande jornada

Por mais que as representações do sistema solar hoje tenham sido alteradas de forma que as trajetórias dos planetas não estão mais em um plano só, mas sim somente aproximadas, o modelo ainda passa certa estranheza. Pensando nisso, o cientista Pallathadka Keshava Bhat teorizou uma maneira diferente de pensarmos no movimento do conjunto de corpos celeste pelo espaço, que você pode ver no vídeo a seguir:


A ideia do estudioso é que o Sol seguiria sua rota pela Via Láctea de forma similar à que vemos um cometa passar, ao mesmo tempo em que arrasta os planetas ao seu redor. Além disso, a trajetória da própria estrela também não seria um círculo plano, mas sim contaria com movimentos espiralados constantes, como exemplificado na animação em vídeo mais abaixo.

Obviamente, as novas representações também se tratam apenas de teorias não comprovadas e receberam duras críticas de cientistas renomados, como Philip Cary Plait. De qualquer forma, há quem acredite que o movimento diferenciado na forma de “vórtice” permite no mínimo que vejamos o Universo de uma maneira mais produtiva, com a sensação de que estamos em uma verdadeira jornada, em vez de dar voltas e sempre acabar no mesmo ponto.


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