27/03/2012

NASA considera 2012 o mais absurdo filme da ficção científica

NASA (National Aeronautics and Space Administration) realizou uma conferência com o objetivo de sensibilizar os produtores de Hollywood para fazerem filmes de ficção científica mais racionais. O encontro aconteceu na Califórnia e o longa “2012” foi eleito o mais absurdo filme do gênero.
Dinald Yeomans, chefe da missão Near-Earth Asteroid Rendezvous da NASA, dedicada a estudar os perigos que o planeta pode sofrer vindos do espaço, disse:

“’2012’ é um caso excepcional e extraordinário. A agência está recebendo tantas questões de pessoas preocupadas com a possibilidade de o mundo acabar em 2012 que tivemos que criar um site para negar esses mitos. Nunca precisamos fazer isso antes”.

O filme faz breves referências ao Maianismo, ao Calendário de Contagem Longa e ao fenômeno 2012 em um retrato de eventos cataclísmicos que se desenrola no ano de 2012. Na trama, devido a bombardeamentos de erupções solares, o núcleo da Terra começa a aquecer a um ritmo sem precedentes, provocando o deslocamento da crosta terrestre. Isso resulta em vários tipos de cenários apocalípticos, que vão desde a Califórnia caindo no Oceano Pacífico, a erupção do supervulcão de Yellowstone, grandes terremotos e vários megatsunamis ao longo de cada costa na Terra, mergulhando o mundo em caos.

A película centra-se em torno de um elenco de personagens e em como eles escaparem das catástrofes múltiplas em um esforço para atingir alguns navios construídos no Himalaia, junto com cientistas e governos do mundo todo que estão tentando salvar tantas vidas quanto podem antes das catástrofes decorrentes.
NASA diz que as ondas solares podem causar interferências em transmissões de rádio, mas os neutrinos são partículas neutras incapazes de interagir com substâncias físicas. Para Yeomans, a aceleração do aquecimento do núcleo do planeta no filme é “absurda“.
Na conferência foram citados apenas filmes dos últimos 20 anos. “Armageddon” e “O Sexto Dia” foram citados entre os mais absurdos. Por outro lado, a agência elogiou “Blade Runner” (por seu retrato futurista de Los Angeles) e “Gattaca”, sobre eugenia de laboratório, considerado “realista” pela NASA.

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